HORTA OCUPAÇÃO 9 DE JULHO

  • Ano: 2021
  • Local: São Paulo, Brasil
  • Parceiros: MSTC - Movimento Sem Teto do Centro e FAU Mackenzie
  • Foto: © RUÍNA / ©Edouard Fraipont

Canteiro para Horta da Ocupação 9 de Julho

Como resultado da atividade previamente realizada no Canteiro Experimental da FAU Mackenzie em parceria com a Ocupação 9 de Julho, a RUÍNA Arquitetura propôs uma atividade prática utilizando os tijolos de entulho desenvolvidos junto com estudantes durante a disciplina “(Des)construir e Ocupar: o reuso como prática social e propositiva”, para a construção de dois canteiros na Horta da Ocupação. A atividade contou com participantes externos e moradores da Ocupação 9 de Julho.

No mesmo dia foi realizada a entrega dos Manuais com o passo a passo de todos os processos desenvolvidos durante a disciplina “(Des)construir e Ocupar: o reuso como prática social e propositiva” no primeiro semestre de 2022.

De março a junho de 2022, a RUÍNA realizou uma disciplina na FAU Mackenzie intitulada “(Des)construir e Ocupar: o reuso como prática social e propositiva”. Foi uma disciplina eletiva oferecida para estudantes da graduação e pós graduação dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Design em parceria com os professores Celso Sampaio, Afonso Castro, Antonio Fabiano Júnior, Saskia Obata e Éder de Sousa, junto com a Ocupação 9 de Julho - MSTS. Cerca de vinte estudantes participaram da disciplina cuja sala de aula foi o canteiro experimental.

Os estudantes foram convidados a completar quatro tarefas ao longo da disciplina: 01 mapear dentro de um raio de 1km da Ocupação 9 de Julho os diversos materiais descartados ou subutilizados pelos agentes locais, 02 selecionar os materiais com os quais trabalhar a partir da premissa do reuso (sem processamento) ou reciclagem (com processamento), 03 desenvolver protótipos de sistemas construtivos possíveis com esses materiais e 04 produzir um manual com o passo a passo de todos os processos desenvolvidos no tópico de maneira didática destinado aos moradores da Ocupação. Nosso objetivo era conscientizar e instigar os estudantes acerca das cadeias produtivas hegemônicas pautadas na linearidade dos processos e promover não apenas reflexões mas principalmente proposições alternativas dentro da prática da arquitetura, aliando as pautas do reuso e da autoconstrução nas ocupações de moradia no centro de SP.